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'DESENHOS DE PEDRO DOMINGUEZ" Todos os desenhos deste blog foram realizados com o programa PAINTBRUSH. O autor dos desenhos e textos encontra-se a disposição em: ceciliapedro@rionet.com.br
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Quarta-feira, Março 31, 2004
Arte das Mãos
e a mão na massa das letras e das formas
Biografia e Ficção
Partindo do princípio ¿ que considero científico ¿ de que toda biografia é ficcional e toda ficção biográfica, considero que a literatura encontra-se situada no espaço fronteiriço entre uma e outra. Assim, se considerarmos que tudo que fazemos e escrevemos torna-se o que somos ¿ seja no plano supostamente real, seja na mais delirante fantasia ¿, fica mais amena a tarefa de suportarmos duas coisas: biograficamente, a consciência de nossa situação humana ¿ que, convenhamos, trata-se de uma raça sob permanente suspeita por seu desequilíbrio atávico e, ficcionalmente, nossa oscilação exaustiva entre o narcisismo que acha feio o que não é espelho (obrigado, Caetano) e o superego repressor com todo seu arsenal de autopunições, culpas e outras chatices do gênero.
Logo, tudo que escrevemos é terapêutico, de uma lista de compras a uma tese de doutorado. Acredito que o que importa é não nos censurarmos muito, nem tentarmos
equacionar demais a forma e o estilo. Bukowski dizia que tudo é uma questão de estilo. Mas a difícil liberdade de expressão é que me parece o "bom" estilo. Há, claro, o estilo empolado e grandiloqüente. OK, também é estilo, mas obras assim me soam pernósticas e educam mal. Como o falso paradigma de que Shakespeare tem que ser montado de smoking e com uma deferência extremada. Ora, que eu saiba ¿ e andei lendo ¿, o bardo fazia poesia em forma de dramaturgia para um público que ia da aristocracia e da burguesia - estes alojados lá no terceiro andar da platéia -, ao povo inglês, que não difere de nenhum outro: trabalhadores braçais, serviçais, comerciantes, desempregados, bandidos, soldados, loucos e bêbados.
Como diria o Carteiro (de O carteiro e o poeta), a poesia não é de quem a escreve, mas de quem dela necessita.
Voltando ao título Arte das Mãos, o resumo desse papo todo é para chamar a atenção ao imenso espaço entre nossa cabeça e nossas mãos. Estas últimas são provenientes diretamente das cavernas, e têm uma forma muito particular de criar formas, seja nas palavras, seja nos traços, seja nas carícias y otras cositas. O casamento delas (as mãos) com a cabeça é que define o Homem. A utilização do hiperespaço dentro de uma caverna escura é que traduz a modernidade. Só o domínio cyber tecnocrata já é coisa velha, exibicionista. Por outro lado, só utilizar a caverna ancestral nos conduz, mais cedo ou mais tarde, ao manicômio ou à prisão. Então, senhoras e senhores, nosso grande desafio é sacramentar esse casamento entre os nervos, a pele e a alma, e daí fecundar bilhões de auto-espermatozóides culturais. Eles haverão de engravidar o planeta.
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4:05 PM
Domingo, Março 28, 2004
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9:26 PM
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4:44 PM
Sábado, Março 27, 2004
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7:49 PM
Clique no "COMENTARIOS",deixe seu e-mail la ,e eu lhe enviarei"intitled20",que não posso postar aqui.(misterio mesmo ,não consigo saber por que.)
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1:28 PM
intitled20
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1:09 PM
Sábado, Março 20, 2004
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6:49 PM
Sexta-feira, Março 19, 2004
imagemCONTOFADA03-44.gif
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10:51 PM
Quarta-feira, Março 17, 2004
DESCONCERTADO,SEM
INQUIETAÇAO, SIMPLESMENTE COMO SE FOSSE DESCANSAR MERECIDAMENTE E O LEITO NÂO ESTIVESE NO LUGAR PERTINENTE SONOLENTO
E SURPREsO ENCONTREI
...
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6:34 PM
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